O Judeu de Santa Engrácia
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Pequena descrição
Um thriller histórico com Lisboa do século xvii como pano de fundo.Corre o ano da graça de 1630 – es... Ler mais
Um thriller histórico com Lisboa do século xvii como pano de fundo.
Corre o ano da graça de 1630 – estando Portugal sob a dominação espanhola – quando é apresentada queixa da profanação nocturna da Igreja de Santa Engrácia, em Lisboa, envolvendo, entre outras coisas, o escandaloso roubo de hóstias.
Do alegado crime herético é imediatamente acusado, embora sem quaisquer provas, Simão Pires Sólis – um cristãonovo de trinta e cinco anos conhecido pelo seu êxito com as mulheres, visto a rondar o templo na noite anterior, montado num cavalo de patas entrapadas para evitar o ruído.
Condenado à morte na fogueira, Simão terseá proclamado inocente de um roubo que, afinal, talvez nem tenha sido cometido; e, no instante da execução da sentença, lança uma maldição sobre a igreja inacabada, dizendo a sua inocência tão certa quanto as obras de Santa Engrácia nunca chegarem a conhecer o fim (praga que, como sabemos, teve um efeito deveras duradouro).
O homem de leis Antero Figueira, testemunha daquele martírio injusto, decide, logo após a execução, investigar por sua conta e risco os motivos obscuros das andanças do judeu a horas tardias e as razões que o levaram à condenação, expondo num relato escrito as contradições do caso e as consequentes impunidades da Justiça.
Da leitura deste caderno, escrito com linguagem da época por um autor sempre versátil como Tiago Salazar, muitas das surpresas prometem deixarnos realmente boquiabertos.
Corre o ano da graça de 1630 – estando Portugal sob a dominação espanhola – quando é apresentada queixa da profanação nocturna da Igreja de Santa Engrácia, em Lisboa, envolvendo, entre outras coisas, o escandaloso roubo de hóstias.
Do alegado crime herético é imediatamente acusado, embora sem quaisquer provas, Simão Pires Sólis – um cristãonovo de trinta e cinco anos conhecido pelo seu êxito com as mulheres, visto a rondar o templo na noite anterior, montado num cavalo de patas entrapadas para evitar o ruído.
Condenado à morte na fogueira, Simão terseá proclamado inocente de um roubo que, afinal, talvez nem tenha sido cometido; e, no instante da execução da sentença, lança uma maldição sobre a igreja inacabada, dizendo a sua inocência tão certa quanto as obras de Santa Engrácia nunca chegarem a conhecer o fim (praga que, como sabemos, teve um efeito deveras duradouro).
O homem de leis Antero Figueira, testemunha daquele martírio injusto, decide, logo após a execução, investigar por sua conta e risco os motivos obscuros das andanças do judeu a horas tardias e as razões que o levaram à condenação, expondo num relato escrito as contradições do caso e as consequentes impunidades da Justiça.
Da leitura deste caderno, escrito com linguagem da época por um autor sempre versátil como Tiago Salazar, muitas das surpresas prometem deixarnos realmente boquiabertos.
| Livro | |
| Ano da Edição | 2025 |
| Autor | Tiago Salazar |