O Ladrão de Cadernos
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- Editora: Dom Quixote
- Modelo: 228355
Pequena descrição
«Ainda não sabíamos para que coisa nos dirigíamos, não sabíamos do que estávamos a fugir, tínhamos a... Ler mais
«Ainda não sabíamos para que coisa nos dirigíamos, não sabíamos do que estávamos a fugir, tínhamos apenas a certeza dos nossos corpos jovens… A minha vida começou com aquele salto.
» Em Tora e Piccilli foi tudo sempre igual, o mundo começa e acaba ali.
Davide é guardador de porcos, entende melhor os animais do que os homens, mas rouba cadernos no mercado da aldeia.
Teresa, pelo contrário, anda na escola, tem o desejo de fugir e a audácia de quem sabe o que quer.
Mas um dia chegam de Nápoles trinta e seis judeus, enviados pelo regime fascista para ali ficarem confinados.
O Duce disse que deviam ser postos à parte, mas Davide vai à procura deles.
Especialmente de Nicolas, que observa a lua através do telescópio e a nomeia «profundo peito do oceano».
É a guerra que os faz encontrarem-se, depois separa-os.
Até que os seus destinos são trocados.
Tora e Piccilli (a norte de Caserta), setembro de 1942.
Davide passa os dias, por vezes até a noite, com os porcos que guarda: conhece-os tão bem que os chama pelo nome.
Nasceu coxo e, por isso, é gozado pelos outros rapazes e maltratado pelo pai.
Só Teresa, que passa as tardes a trabalhar na cordoaria da família e aproveita todo o tempo livre para ler, tem a coragem de o defender.
Davide não consegue imaginar outra vida que não seja a de Tora.
Teresa, pelo contrário, repete constantemente que um dia irá para longe, e Davide sabe que ela está a falar a sério.
A chegada de trinta e seis judeus de Nápoles, enviados para a aldeia pelas autoridades fascistas, vai mudar as suas vidas para sempre.
Nicolas, um rapaz judeu de uma beleza irrequieta, traz consigo um mundo desconhecido e perturba os seus dias.
Davide começa a frequentar secretamente as aulas do pai de Nicolas, que criou uma escola clandestina.
E, assim, o filho analfabeto de um fascista aprende a ler e a escrever graças a um judeu.
Juntos, Davide, Teresa e Nicolas exploram a paisagem em redor da aldeia, até às Ciampate del Diavolo (onde, segundo a crença popular, as pegadas do diabo estão impressas na encosta do vulcão extinto), mas também o mundo não expresso dos seus sentimentos.
O fantasma de Nicolas acompanhará Davide nos anos seguintes, em Nápoles, depois da guerra.
Quando trabalhar arduamente numa fábrica, quando começar acidentalmente a frequentar uma companhia de teatro, quando - já um homem, outro homem - pisar o palco como um ator aclamado.
Será o próprio Nicolas, vivo e, no entanto, tão parecido com um fantasma, que o levará de volta a Tora, onde tudo começou.
» Em Tora e Piccilli foi tudo sempre igual, o mundo começa e acaba ali.
Davide é guardador de porcos, entende melhor os animais do que os homens, mas rouba cadernos no mercado da aldeia.
Teresa, pelo contrário, anda na escola, tem o desejo de fugir e a audácia de quem sabe o que quer.
Mas um dia chegam de Nápoles trinta e seis judeus, enviados pelo regime fascista para ali ficarem confinados.
O Duce disse que deviam ser postos à parte, mas Davide vai à procura deles.
Especialmente de Nicolas, que observa a lua através do telescópio e a nomeia «profundo peito do oceano».
É a guerra que os faz encontrarem-se, depois separa-os.
Até que os seus destinos são trocados.
Tora e Piccilli (a norte de Caserta), setembro de 1942.
Davide passa os dias, por vezes até a noite, com os porcos que guarda: conhece-os tão bem que os chama pelo nome.
Nasceu coxo e, por isso, é gozado pelos outros rapazes e maltratado pelo pai.
Só Teresa, que passa as tardes a trabalhar na cordoaria da família e aproveita todo o tempo livre para ler, tem a coragem de o defender.
Davide não consegue imaginar outra vida que não seja a de Tora.
Teresa, pelo contrário, repete constantemente que um dia irá para longe, e Davide sabe que ela está a falar a sério.
A chegada de trinta e seis judeus de Nápoles, enviados para a aldeia pelas autoridades fascistas, vai mudar as suas vidas para sempre.
Nicolas, um rapaz judeu de uma beleza irrequieta, traz consigo um mundo desconhecido e perturba os seus dias.
Davide começa a frequentar secretamente as aulas do pai de Nicolas, que criou uma escola clandestina.
E, assim, o filho analfabeto de um fascista aprende a ler e a escrever graças a um judeu.
Juntos, Davide, Teresa e Nicolas exploram a paisagem em redor da aldeia, até às Ciampate del Diavolo (onde, segundo a crença popular, as pegadas do diabo estão impressas na encosta do vulcão extinto), mas também o mundo não expresso dos seus sentimentos.
O fantasma de Nicolas acompanhará Davide nos anos seguintes, em Nápoles, depois da guerra.
Quando trabalhar arduamente numa fábrica, quando começar acidentalmente a frequentar uma companhia de teatro, quando - já um homem, outro homem - pisar o palco como um ator aclamado.
Será o próprio Nicolas, vivo e, no entanto, tão parecido com um fantasma, que o levará de volta a Tora, onde tudo começou.
| Livro | |
| Ano da Edição | 2025 |
| Autor | Gianni Solla |